o tratamento

Reabilitação Neurológica: saiba sobre o tratamento

1 – Reabilitação neurológica é o tratamento para a lesão encefálica

Reabilitação Neurológica
Reabilitação Neurológica

Reabilitação neurológica é o tratamento utilizado para estimular o cérebro que sofreu lesão encefálica.

Lesão encefálica por sua vez é toda lesão que o cérebro sofre seja por fatores externos ou internos.

Como fator interno destaco o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e como fatores externos temos, por exemplo, lesão por arma de fogo, queda, entre outros.

No artigo de hoje vou listar algumas questões pertinentes que estão ligadas à Reabilitação neurológica como:

  • Reabilitação neurológica: entendendo do que se trata;
  • Reabilitação neurológica: processo de aceitação;
  • Reabilitação neurológica: células-tronco;
  • Reabilitação neurológica: especialidades médicas que trabalham em conjunto;
  • Reabilitação neurológica: ressocialização

Dessa maneira quero te convidar a ficar comigo até o final deste artigo.

Vamos nessa!

2 – Reabilitação neurológica, entendendo do que se trata:

Reabilitação Neurológica
Reabilitação Neurológica

Antes de falar sobre a reabilitação neurológica preciso salientar que esse tratamento é voltado para pessoas que foram acometidas por alguma lesão encefálica.

Lesão encefálica nada mais é do que um trauma no crânio que danifica o sistema nervoso central gerando graves sequelas.

Essas sequelas são a resposta do cérebro lesionado devido ao trauma o que o torna desorganizado.

É justamente aí que a reabilitação neurológica se az presente e fundamental mesmo que seja um tratamento cheio de desafios.

Vale salientar que cada pessoa possui um foco na reabilitação neurológica, pois cada lesão leva a um determinado comprometimento.

Em outras palavras, cada trauma compromete áreas distintas. Dessa forma a reabilitação deverá ser específica e minuciosa respeitando as particularidades de cada paciente.

Portanto, a reabilitação neurológica é, comprovadamente, um tratamento eficiente para a recuperação pós lesão encefálica.

O dano do sistema nervoso causado pela lesão encefálica pode trazer sequelas permanentes ou não.

Cada pedaço do cérebro é responsável por uma região do corpo. Havendo dano naquela região do cérebro consequentemente vai haver alguma disfunção na região do corpo que é gerida por aquela parte do cérebro.

É até simples de explicar, o difícil é aceitar e conviver com esse dano. Imagine a “bagunça” no cérebro, pois é, aconteceu comigo (conheça minha história).

Sequelas físicas e psicológicas podem aparecer, como por exemplo, dificuldades para movimentar pernas e braços.

Além disso, dificuldade de entendimento, de comunicação, engasgos, perda de memória e orientação, entre outras.

Portanto, os problemas, as sequelas vão depender da área atingida no cérebro e a partir desse diagnóstico o seu programa na reabilitação é montado com as atividades.

3 – REPETIÇÕES

A reabilitação neurológica esta muito ligada ao treinamento,  repetição de movimentos com o objetivo de treinar o cérebro para que ele possa a voltar a normalidade ou o mais perto “dela”.

No artigo anterior apresentei  os centros de reabilitação neurológicos e a sua importância,

Neste presente artigo vamos apontar o que consiste a reabilitação neurológica.

Pois, a reabilitação neurológica conforme vamos demonstrar,

envolve exercícios de repetição envolvendo também uma parte familiar e psicológica.

Para resumir, a reabilitação neurológica treina a parte do cérebro que não está danificada para fazer uma função o qual até então não fazia.

Porém como essas partes do cérebro não sabem fazer essas funções por nunca tem as feito, ficam mais lentas ou mais difíceis de serem executadas.

Contudo, vale frisar que a reabilitação neurológica está longe de ser um processo rápido.

Entretanto, apesar de lento é eficaz, o tratamento traz resultado, pois envolve várias disciplinas.

Mas, o que muda após uma lesão encefálica? Bom, de repente algum fator produziu um trauma encefálico e sua vida para, você para literalmente.

Sua vida fica totalmente diferente. Seu foco passa a ser reaprender muitas coisas relacionadas a seu corpo. Coisas que eram automáticas no seu dia-a-dia, como os movimentos.

Paciência, determinação, motivação, esperança passam a fazer parte do seu processo de aprendizado.

Assim, a reabilitação neurológica serve para reeducar o corpo depois de qualquer trauma encefálico.

O reabilitando aprende exercícios e condutas para que o cérebro em treinamento consiga retomar as funções perdidas, ainda que às vezes com adaptações.

Dificuldades de engolir, de se comunicar, descontroles musculares, problemas na visão são tipos comuns de sequelas desse trauma.

Contudo, esses problemas podem ser mais grave ou menos grave, então o reabilitando tem que treinar e se exercitar.

Além disso, passar por um longo treinamento para aprender a lidar com tais sequelas.

Esse reaprendizado pode ser mais longo para uns e mais breve para outros, tudo vai depender das sequelas existentes e o comportamento do seu cérebro diante da reabilitação neurológica.

4 – Células-Tronco

Quanto mais cedo é iniciada a reabilitação neurológica, mais “ganhos” podem aparecer.

Reabilitação Neurológica - Células Tronco
Reabilitação Neurológica – Células Tronco

Isso porque o cérebro durante os 2 primeiros  anos após a lesão tende a reaprender mais rápido.

Porém, isso não quer dizer que depois de um tempo não vai funcionar, apenas os resultados demorarão mais de aparecer.

Também é de grande importância saber que não existe tratamento MILAGROSO com 100% de resultado.

Na reabilitação algumas sequelas são amenizadas, mas não recuperadas 100%.

Algumas sequelas podem ficar permanentes dependendo do dano causado no sistema nervoso central.

Centros de reabilitação, principalmente em outros países, divulgam tratamentos milagrosos com células-tronco.

Contudo, células-tronco realmente é uma PROMESSA, mas não existe ainda um tratamento com “elas”, mas sim, experimentos caros e que ainda não foram confirmados.

Muitos que fizeram campanhas para arrecadar fundos e fizeram esse “tratamento” que ainda se trata de experimento, se frustraram com o resultado, por isso, cuidado, não entre em fria.

O médico responsável pela sua reabilitação neurológica é o único que pode prescrever remédios, órteses, próteses, exercícios.

Além disso, uma alimentação balanceada mediante os pareceres da equipe e geralmente depende da sua necessidade.

A reabilitação neurológica possui uma fórmula para dar certo:

5 – O PASSO A PASSO

  • O reabilitando;

  • O cuidador, a família;

  • A equipe do tratamento

  • A motivação tem que fazer parte do reabilitando como de todos envolvidos.

  • A equipe além de motivada tem que ser capacitada e compromissada.

O cuidador tem que querer aprender e aplicar no dia-a-dia o que aprendeu (terapias, exercícios, rotinas e treinos) nos Centros de Reabilitação.

 6 – Cuidador

Reabilitação Neurológica - Cuidador
Reabilitação Neurológica – Cuidador

O cuidador é aquele que faz o elo entre o reabilitando e a família. Assim destacamos dois tipos de cuidadores:

  • O cuidador informal – pode ser da família ou não que auxilia diretamente em seu domicílio.
  • Cuidador formal – é contratado pela família para os auxílios necessários do dia-a-dia.

Os cuidadores devem sempre se orientar pelos ensinamentos do programa de reabilitação que enfatizam que “o cuidar nem sempre é fazer pelo paciente”

O cuidador também tem seus direitos e precisam dividir suas responsabilidades com outros membros da família, amigos.

7 – Serviço Social

Reabilitação Neurológica - Serviço Social
Reabilitação Neurológica – Serviço Social

O assistente social identifica e informa sobre nossos direitos e problemas que podem aparecer com a deficiência.

Junto com o reabilitando, a família e o assistente social estudam soluções conjuntamente para poder o reabilitando exercer seus direitos como um cidadão pleno.

Portanto, orienta e aconselha sobre seus direitos e benefícios nas mais diversas áreas.

Da mesma forma orienta sobre transportes coletivos, transportes adaptados, tratamentos fora do domicílio.

Além disso, informações sobre desconto para o acompanhante em passagens aéreas , isenção de impostos na compra do carro zero, seguro DPVAT.

Assim como tipos de cartões, isenções, capacitação e inclusão, questões tributárias no INSS são repassadas por esse profissional.

Os problemas burocráticos, sociais e do dia-a-dia podem ser reduzidos com a ajuda amigos, familiares e profissionais médicos.

Certamente, proporcionar uma melhor qualidade de vida, ajudando em sua independência, garantido sua autonomia.

Assim de forma natural o reabilitando começa a ser participante ativo da família, da sociedade como um todo.

É um cidadão exercendo seus direitos e obrigações, um cidadão pleno independente das suas limitações.

8 – Psicologia

Reabilitação Neurológica - Psicologia
Reabilitação Neurológica – Psicologia

Depois de uma lesão encefálica podemos ficar com sequelas físicas e emocionais e as cognitivas podem ser  alteradas.

Então, por isso a importância psicologia na reabilitação.

As alterações sofridas podem estar ligadas diretamente ao comportamento do reabilitando.

Com toda a mudança ocorrida, em muitos o sentimento de tristeza, ansiedade, irritação, mudanças de humor ou raiva por ser impotente diante da situação é inerente.

Na questão cognitiva podemos listar a perda de memória, esquecimentos, perda de orientação do tempo e dos lugares.

Além de dificuldade de atenção e concentração e dificuldade de se comunicar.

A necessidade de um profissional nessa área é importante no tratamento diante das mudanças ocorridas depois do trauma encefálico.

A família e o cuidador são essenciais nessa fase para haver uma recuperação por completo.

Aliás, o reabilitando se sentido amado, seguro por aqueles que os cercam auxiliando no tratamento da reabilitação, torna sua recuperação com mais qualidade.

Alguns fatores são extremamente essenciais:

  1. Não responder pelo reabilitando;

  2. Não fazer algo pelo paciente o que ele pode e consegue fazer;

  3. Conversar sempre com ele;

  4. Pedir sempre opinião dele o fazendo participativo e útil;

Vale sempre frisar que a reabilitação se trata de muito mais do que apenas um processo físico.

9 – Fisioterapia

Reabilitação Neurológica Fisioterapia
Reabilitação Neurológica Fisioterapia

Confundida com a própria reabilitação em si, a fisioterapia faz parte da reabilitação, mas não é a reabilitação.

Apesar da sua importância, não substitui todas as disciplinas que envolvem a reabilitação.

A fisioterapia serve, portanto, para tratar ou prevenir, aliviar a dor, evitar deformidades, ganhar, e manter os movimentos e força muscular.

Além disso, treinar atividades de rotina como: sentar, deitar, se virar, ficar de pé, andar e outros.

Os fisioterapeutas são responsáveis por indicar ao médico da equipe as órteses, próteses, tipo de cadeira de rodas, bengalas e outros, quando necessário.

Entretanto, além desse trabalho a fisioterapia é responsável por indicar os exercícios conforme o perfil do reabilitando e suas dificuldades quanto aos movimentos.

10 – Terapia Ocupacional (TO)

Reabilitação Neurológica T.O
Reabilitação Neurológica T.O

 

A terapia Ocupacional pode ser conhecida como a fisioterapia dos membros superiores.

Visa, entre outros objetivos, ajudar na rotina no dia-a-dia como, por exemplo, no comer, beber, se vestir.

Aliás, com o auxílio e incentivo do terapeuta ocupacional você entende a importância de conquistar a sua independência ou parte dela.

11 – Fonoaudiologia

Reabilitação Neurológica Fonoaudiologia
Reabilitação Neurológica Fonoaudiologia

 

A fonoaudiologia trata de dois problemas recorrentes quando há traumas encefálicos:

  • Problemas com a comunicação;

  • Dificuldades de deglutição;

No problema de deglutição, ocorrem engasgos, tosse fraca, dificuldade de respiração.

Esses problemas são chamados de disfagias, anomalias no sistema respiratório como um todo.

São preocupantes, pois podem levar a doenças pulmonares e a desnutrição.

Assim os exercícios focam para o reaprendizado na respiração, evitando as disfagias.

12 – Enfermagem

Reabilitação Neurológica Enfermeiros
Reabilitação Neurológica Enfermeiros

Diante da deficiência instalada uma série de cuidados com o corpo devem ser tomadas para que não haja complicações de saúde nos rins, infecções, escaras e outros.

Por esses e outros motivos os enfermeiros são tão importantes na vida do recém-lesionado. A fim de evitar que esses problemas ocorram, eles são os primeiros a cuidar do paciente que sofreu a lesão.

13 – Nutrição

Reabilitação Neurológica Nutrição
Reabilitação Neurológica Nutrição

A alimentação é o que te dá força necessária nessa nova estrada para superar essa batalha com seu cérebro.

Ademais, é uma parte importante, pois uma alimentação balanceada supre as necessidades do organismo.

Além disso, tem como objetivo prevenir e/ou tratar doenças como pressão alta, diabetes, doenças cardíacas e outras.

Enfim, ainda serve para evitar quadros de obesidade e desnutrição.

14 – REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA PARA QUE SERVE?

Como vimos a reabilitação neurológica mostra a sua importância num processo de recuperação,

tem o objetivo de recuperar as funções motoras e psicológicas que possam ter sido de alguma forma danificadas,

em algum tipo de acidente que envolva o trauma no crânio.

Anteriormente descrevemos a importância de um tratamento sério,

trouxemos como exemplos os dos dois melhores centros de reabilitação do país, o Lucy Montoro e a rede Sarah.

Por se tratar de centros de reabilitação com o nível máximo de excelência e por isso  fazer toda a diferença no tratamento.

Trata-se de centros de reabilitação renomados no Brasil e no mundo.

E ter passado por ali, sei na prática como funciona.

Ademais ter a oportunidade de se reabilitar nesses centros é um marco  sua vida , o antes e  depois, leia o artigo anterior.

Assim, tive a sorte de conhecer esses dois centros, onde a partir daí a minha vida mudou com grandes motivações.

Reabilitação Neurológica,como funcionam os maiores e melhores centros de reabilitação do país.
Lucy Montoro, centro de reabilitação neurológica

15 – EQUIPES MULTIDISCIPLINARES

Esses centros de reabilitação são multidisciplinares onde cada equipe é coordenada por um médico.

Na maioria das vezes são médicos fisiatra e chefes de equipe.

Enfim as equipes nesses centros de reabilitação são compostas por diversos profissionais de áreas como: 

  • fisioterapeutas:

  • terapeutas ocupacionais:

  • psicólogos;

  • assistentes sociais;

  • educadores físicos;

  • nutricionistas e médicos fisiatras e outros.

Logicamente se em todas tivessem o sistema de internação seria melhor, mas o sistema ambulatorial durante esses anos, depois que foi abolida o sistema de internação, 2013, se mostrou tão  competente e menos oneroso para o estado.

Reabilitação Neurológica,como funcionam os maiores e melhores centros de reabilitação do país.
Centro de reabilitação neurológica de Brasília – Ala Sul

16 – OBJETIVO

Foi por causa desses Centros de Reabilitação que fui querendo aprender mais sobre direitos e benefícios da pessoa com deficiência.

Aprendi muito e tudo referente a benefícios da pessoa com deficiência, como conseguir isenção de impostos, como obter o cartão DEFIS, como conseguir a aposentadoria por invalidez.

Além disso, todos os direitos e benefícios possuem  amparo legal na Constituição, vale muito a pena se informar.

Reabilitação Neurológica e seus objetivos.
Direitos e benefícios da pessoa com deficiência

Além da reabilitação Neurológica visando uma qualidade de vida melhor em todos os aspectos.

Ressalta-se que esses centros são públicos.

17 – COMO FUNCIONA?

Ademais, a internação ou o tratamento ambulatorial são gratuitos.

A única exigência é de ter uma pessoa acompanhando seja na internação ou no sistema ambulatorial.

Pode ser um familiar ou um acompanhante profissional.

Os remédios usados, se for o caso, e os acessórios (cadeira de rodas e talas) também são exigidos.

Contudo, outros necessários, são gratuitos e fornecidos pela instituição onde você esta realizando o tratamento.

Além dessa exigência temos a parte da disciplina, entretanto, nada rígido apenas regras organizacionais.

 

Reabilitação Neurológica e seus objetivos.
Reabilitação Neurológica e seus objetivos., o cuidador

18 – SUA INDEPENDÊNCIA

A conquista da independência e a autonomia própria da pessoa que pretende se reabilitar são pilares essenciais para esses dois centros de reabilitação, portanto, os objetivos centrais.

Ademais, logicamente a recuperação das possíveis funções prejudicadas, seja motora ou cognitivas, da pessoa no máximo possível é também prioridade.

Também saber seu direito como cidadão com deficiência é fundamental.

A dignidade humana inicia-se nesse fundamento de liberdade aprendendo a ser cada vez mais independente.

Da mesma forma, a ser menos dependente de outras pessoas e sabendo sobre seus direitos e garantias fundamentais.

Reabilitação Neurológica e seus objetivos.
Autonomia da pessoa com deficiência

Restaurando assim sua autoestima e a sua dignidade e  o respeito próprio.

Infelizmente a nossa estrutura de locomoção está longe de ser uma estrutura acessível.

Indo na contra mão da constituição federal, que tem na acessibilidade um dos pilares fundamentais para a se exercer plenamente a autonomia,  podendo ir e vir como preceitua a constituição.

Reabilitação neurológica e seus objetivos
Acessibilidade, um dos principais pilar da liberdade

Sobre temas constitucionais  confira os direitos e benefícios da pessoa com deficiência.

Quando acontece um acidente neurológico, seja de qualquer natureza que nos deixa com algum tipo de sequela,

 ainda que provisória, temos que aprender a lidar com elas e se adaptar.

Os centros de reabilitação neurológicos procuram entre os vários objetivos que almejam,

a dar aos pacientes meios de treiná-lo para se adaptar a essa nova condição, 

passageiras ou não e mostrar os seus direitos e benefícios.  

19 – TREINAMENTOS

Assim com os treinamentos diários aprendemos lidar com as sequelas, coisas simples do dia-dia mas que agora parecem impossíveis de serem feitas.

Aprendemos a lidar com elas e pouco a pouco vamos nos adaptando e aprendendo  com a nova realidade e tornando-as possíveis de serem realizadas.

O comprometimento cerebral com as funções antes exercidas fazem parte agora do seu dia-a-dia.

Como, por exemplo, vestir uma roupa, calçar um tênis, pentear o cabelo e outros

O desafio depende da sua sequela, área atingida e da deficiência instaurada.

20 – A evolução

Ademais evolução do tratamento na reabilitação neurológica com o aprendizado,

faz o reabilitando sempre evoluir não apenas na parte física mas no todo.

Aliás a evolução, a melhora  sempre vai acontecer de forma mais rápida  nos primeiros 02 anos, pós lesão,

não que depois disso não aconteça mais melhoras, mas é mais lento.

Por isso a importância da reabilitação o mais rápido possível.

Assim minha reabilitação neurológica iniciou-se ainda no Sarah aconteceu depois de 8 meses, mas a fisioterapia desde o hospital em Barretos.

Baixe meu ebook e saiba mais da minha história.

Minha segunda internação aconteceu depois de 02 anos no Lucy Montoro, Morumbi.

Apesar de ultrapassar o tempo maior de evolução contudo,

ainda poderia ter muitos “ganhos” diante do diagnóstico dos médicos e de outros profissionais.

Reabilitação Neurológica
Repetição treino

Prova disso é o meu manual, que além de minha melhora física e psicológica ainda me deu motivação para me superar e

ir sempre atrás de algum tipo de tratamento que podia melhorar ainda mais, seja na parte física ou psicológica.

Cada pessoa pelo o que ela apresenta em termos de sequelas possui um tratamento único e diferenciado.

Os centros de reabilitação neurológica procuram entre os vários objetivos que almejam,

a dar aos pacientes meios de treiná-los para se adaptar a essas lesões, passageiras ou não.

A introspecção, o isolamento de todos e de tudo é consequência do estado atual do reabilitando, principalmente pelo fator psicológico o qual não aceita aquela nova situação.

Enfim, o tratamento além de te mostrar e ensinar um caminho a qual você tem que percorrer a partir de agora te leva para a ressocialização de forma automática.

21 – O PSICOLÓGICO

O fator vergonha, raiva e a insegurança faz com que você se retraia socialmente, se isolando das pessoas, das atividades sociais e  familiar.

Portanto, a vergonha é fruto da mudança da pessoa que não aceita aquela situação e vai se isolando, veja esse vídeo.

Então, o psicológico é algo que precisa ser trabalhado e muitas vezes, se não sempre, faz parte do tratamento, da reabilitação.

O fator psicológico é uma “lesão” que muitas vezes  passageira que na própria jornada do tratamento faz a desaparecer.

Reabilitação Neurológica
Fator psicológico

Contudo, o tratamento, e com os treinamentos diários aprendemos lidar com as sequelas sejam elas físicas ou psicológicas,

afinal, coisas simples do dia-dia que  antes de uma sequela era uma tarefa simples,

mas que agora parecem impossíveis de serem feitas aprendemos a lidar com elas e pouco a pouco vamos nos adaptando com a nova realidade tornando-as possíveis.

Decerto ,o desafio depende da sua sequela, área atingida e da deficiência instaurada.

Assim, uma pessoa que se tornou cadeirante (paraplégico) possui um tratamento treinamento diferente  de uma pessoa que teve algum tipo de lesão encefálica,

ainda que possa ser tornar cadeirante a situação é outra.

Os exercícios são outros a própria causa da lesão é completamente diferente.

Exemplificamos abaixo os tipos de causas mais comum, quanto a lesão medular:

Gráfico
Estatísticas de acidentes (dados Lucy Montoro)

Com os treinamentos adequados as tarefas do dia-a-dia, mesmo com todas as dificuldades que possam existir,

tanto do ponto de vista da família como do paciente, começam a se tornar novamente possíveis,

o estigma de coitadinho e a piedade própria começam nessa fase a desaparecer dando espaço novamente para autoestima.

22  – TROCA DE EXPERIÊNCIA

Na reabilitação neurológica a convivência com outras pessoas que passaram por algum tipo de problema

e que estão lutando para se adaptar a esse novo modo de viver é de suma importância.

Assim chegamos a conclusão sobre a importância de trocas de experiência,

certamente essa troca de experiência deve acontecer juntamente com profissionais que também possuem experiência e sabem lidar com toda essa situação,

Ademais, as pessoas mais velhas de tratamento inspiram os “novatos” que depois de um tempo se tornam

mais velhos inspirando outras pessoas e assim a “engrenagem” vai funcionando.

Contudo, essa inspiração nos ajuda muito a superar e olhar para frente e procurar a voltar a fazer as coisas que gostávamos,

ainda que de forma diferente ou procurar por algo que nunca pensávamos em fazer.

Nos ressocializando novamente, ocupando novamente um lugar na sociedade como um cidadão com direitos e deveres.

23 – A RESSOCIALIZAÇÃO

A ressocialização para pessoas que passaram por algum tipo de trauma possui grande importância, pois bem,

Um grande tipo de acidente modifica totalmente a sua realidade traz sim, além de uma nova realidade, traumas psicológicos.

O afastamento do convívio social muitas vezes ou quase sempre acontece,

Por conta das sequelas que podem aparecer, diante de um trauma cerebral.

Aliás, o processo de se retrair, vergonha de si mesmo por estar diferente do que era antes

é comum entre aqueles que veem a sua vida transformada rapidamente.

Mas a reabilitação nos faz superar esse problema encarando-o de frente 

baixe meu ebook e saiba mais sobre minha história, que pode ser a sua.

24 – CENTROS DE REABILITAÇÃO

Os  centros de reabilitação são responsáveis sim por essa ressocialização, processo natural.

Isto, porque, a pessoa aprendendo a lidar com o problema ou com os problemas, traz de volta a sua autoestima e consequentemente a sua integração social.

Assim casos como esses o psicólogo atua no início mostrando a luz no fim do túnel.iInfelizmente algumas sequelas definitivas ou não, podem afetar a parte cognitiva,

a saúde mental de forma mais agressiva se mostrando uma deficiência e não mais estado provisório.

Entretanto, infelizmente tanto o Lucy Montoro como a rede Sarah não possuem especialistas nessa área,

mais casos não tão graves podem ser resolvidos com as atividades desenvolvidas na reabilitação neurológica.

A autoestima do paciente deve-se também pela própria convivência entre “eles”.

O convívio entre os pacientes, principalmente nos feriados e nos finais de semana onde as atividades diminuem:,

no caso de uma internação, são importantes para o processo de ressocialização.

Todo esse processo é importantíssimo, pois, passo a passo a pessoa vai se integrando e aceitando essa nova realidade.

O esporte, mesmo que adaptado, possui uma grande influência na ressocialização do indivíduo.

Com a integração social a reabilitação vai se desenvolvendo de forma mais rápida.

A importância da ressocialização, do respeito e da dignidade faz parte da reabilitação.

Ademais a importância desses centros de reabilitação possui uma total relevância, pois como vimos são elas que motivam e ensinam o caminho certo a trilhar.

O resgate do ser pleno inicia-se no exercício da cidadania, conheça seus direitos praticada por essas instituições,

levando informações relevantes e ensinamentos e o mais importante dignidade.

Entrevista com Jesica Carvalho, Fisioterapeuta há 7 anos.

Jesica Carvalho
Entrevista com  Jesica Carvalho

No último artigo do blog expliquei de forma geral os princípios da Fisioterapia Neurológica ou Neurofuncional.

Contudo, vale à pena conversar com um especialista no assunto para trazer ainda mais informações para você.

Portanto, se você quer aprender ainda mais sobre essa terapia que contribui significativamente para PCD, continue por aqui.

ENTREVISTA COM JESICA CARVALHO  SOBRE FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA

1 – JESICA, ANTES DE MAIS NADA, O QUE LEVOU VOCÊ A ESCOLHER FISIOTERAPIA COMO ÁREA PROFISSIONAL?

Eu sempre gostei da área de saúde. Embora Enfermagem ter sido minha primeira opção de vestibular, quando conheci a Fisioterapia, me apaixonei.

Assim sendo, já atuo há 7 anos como fisioterapeuta.

2 – FALE UM POUCO SOBRE SUA ATUAÇÃO NA ÁREA ATUALMENTE.

Atualmente sou proprietária de uma clínica de Fisioterapia onde também atuo como Fisioterapeuta junto com minha equipe.

Nossa clínica recebe de segunda a sexta-feira de 30 a 40 pacientes no turno da manhã, e de 25 a 30 no turno da tarde.

Além de, em alguns sábados, atender pacientes em domicílio.

3 – PRIMEIRAMENTE O QUE É FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA E COMO ELA ATUA?

 Nessa especialidade buscamos, através dos exercícios, devolver a função do paciente e o retorno às suas atividades de vida diária (AVD’s).

Entretanto, existem pacientes que apresentam comprometimento em membros inferiores, outros nos membros superiores.

Porém, existes pacientes que apresentam hemicorpo, quando um dos lados do corpo apresenta alguma lesão ou deficiência, sendo esses os casos mais frequentes.

Assim, independente da área do corpo, através da Fisioterapia Neurológica, podemos trabalhar de forma específica em cada paciente.

4 – PARA ESSE TIPO DE FISIOTERAPIA QUANTOS DIAS NA SEMANA, NORMALMENTE, VOCÊ ORIENTA QUE SEJA FEITA?

Eu costumo orientar meus pacientes a realizar três vezes por semana.

Por exemplo, quando o paciente tem um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ele tem a fase plástica, o paciente se encontra no hospital onde não consegue mover o membro acometido.

Porém, após alguns dias ele entra na fase espástica quando na maioria das vezes os pacientes adquiri o padrão flexor dos membros.

Em outras palavras, não consegue esticar braço ou perna ou pulsos, devido à hipertonia.

Devido a isso a fisioterapia tem que ser iniciada o mais precocemente possível.

É quando a orientação referente à postura e as transferências são ensinadas durante a terapia.

A fisioterapia entra justamente pra intervir nesse processo evitando esse padrão.

Em virtude da demora para iniciar a fisioterapia, em muitos casos, o paciente acaba apresentando um quadro de luxação de ombro.

Já que há a própria ação da gravidade e devido, também, às transferências realizadas de forma inadequada.

 

5 – EM QUANTO TEMPO, MAIS OU MENOS, A MELHORA PODE SER PERCEBIDA NO PACIENTE COM A PRÁTICA DA FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA?

Isso varia muito de paciente para paciente, já que fatores, a exemplo, o emocional, influencia e muito no tratamento e na recuperação.

Apesar de que independente de fatores como o que falei a reabilitação neurológica é considerada, sim, um pouco mais lenta.

6 – VOCÊ PODERIA LISTAR OS PRINCIPAIS EXERCÍCIOS RECOMENDADOS NA FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA?

1. Exercícios isométricos – visa estimular a musculatura sem gerar aumento da amplitude do movimento.

2. Estabilização e mobilidade – trabalho de controle de tronco tornando-o estável.

Dessa maneira quando for trabalhar com a mobilidade de membros o tronco ser capaz de manter o seu papel de forma eficaz.

3. Mobilização e fortalecimento de cintura escapular – visa estabilizar a musculatura do manguito rotador evitando a luxação de ombro.

4. Ponte – trabalha tanto fortalecimento de membros superiores e inferiores, e de coluna.

5. Exercícios ativos ou assistidos com a finalidade de buscar sempre a função do membro afetado.

Esses são exemplo de alguns exercícios que trabalho com meus pacientes.

Fisioterapia neurológica em criança com paralisia cerebral
Fisioterapia neurológica em criança com paralisia cerebral

7 – EXISTE DIFERENÇA NO TRATAMENTO DE FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA ENTRE PACIENTES CRIANÇAS E ADULTOS?

 

Sim! O trabalho com as crianças é um pouco mais difícil em virtude da dificuldade delas em se concentrar.

Por causa disso, eu normalmente trabalho de forma mais lúdica.

Dessa maneira consigo encaixar o maior número de exercícios possível, observando os limites de cada uma.

Contudo, mesmo com essa alternativa, há dias que eu consigo realizar todos os exercícios, mas também há dias em que não consigo.

8 – AINDA FALANDO SOBRE CRIANÇAS, ELAS SENTEM MUITAS DORES E ISSO TAMBÉM ACABA DIFICULTANDO O TRATAMENTO?

Normalmente os exercícios em que os pacientes acabam sentindo um pouco de dor são nos membros que sofreram, por exemplo, hipertonia.

Só para ilustrar, crianças com paralisia geralmente são fortes, porém elas não conseguem usar a sua força da maneira certa.

Entretanto, quando elas vão fazer um movimento acabam realizando outros movimentos involuntariamente.

9 – QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES NESSA TERAPIA?

Certamente a acessibilidade na maioria das vezes é o que mais dificulta.

Isso porque a maioria dos meus pacientes encontram dificuldade, por exemplo, para encontrar ônibus adaptado.

Outro fator muito comum é a falta de familiares que incentivem e levem os pacientes para a clínica.

Lembrando que a maioria dos pacientes neurológicos dependem de acompanhantes.

10 – EM CONCLUSÃO, O QUE É MAIS DIFÍCIL, TRATAR PACIENTES QUE JÁ NASCERAM COM ALGUMA DEFICIÊNCIA OU OS QUE ADQUIRIRAM DEPOIS DE ANOS?

É mais difícil tratar pacientes que nasceram com a deficiência, porque na maioria das vezes, faz com que eles demorem em procurar por tratamentos.

Da mesma maneira a desistência no meio do tratamento também é mais comum em pacientes que já nasceram com alguma deficiência.

Isso se dá porque tanto paciente quanto familiares acham a recuperação lenta enquanto eles desejam que o resultado seja rápido.

Muitas vezes os tratamentos são interligados entre as duas especializações.

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SOBRE MIM

Me chamo Eudes Cavalcante Costa Junior. Em 2011, minha vida mudou completamente. Baleado por engano, vítima de um disparo de revólver calibre 38, a minha realidade se transformou em um instante. O tiro não apenas me feriu fisicamente, mas também impôs desafios que redefiniram minha jornada. As sequelas foram severas e impactaram diversas áreas da minha vida:

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